O Bucho do Santo da Serra é um ensacado ou enchido feito a partir do bucho de porco. Recheado com uma mistura de carne de porco nobre, arroz, salsa, malaguetas do quintal e temperado com mistura de especiarias. Os orifícios por onde é recheado são depois cosidos manualmente com uma linha apropriada.

Na tradição do Santo da Serra, o bucho é bem lavado e raspado, enquanto a carne da febra do porco, sem gordura, é cortada em pequenos pedaços, para o recheio. O arroz leva uma breve cozedura de cinco minutos e junta-se à carne já condimentada. Este preparo é utilizado para rechear o bucho, tendo em conta a sua capacidade-tamanho. De seguida, é fechado com o processo já descrito.

O Bucho do Santo da Serra é cozido, preferencialmente a lenha, numa panela com água a ferver. É um processo que toma cerca de duas horas e meia. Durante esse tempo, a cozedura deve ser cuidada e é preciso ir picando o bucho com um garfo, para que não se corra o risco de abrir e, por conseguinte, se desmanche e verta o conteúdo, o que inutilizaria o prato. Depois de cozido, o bucho adquire uma cor dourada.

Para ser consumido, um ou dois dias depois, o Bucho do Santo da Serra é partido às fatias. A capa exterior, o bucho do porco, fica crocante e pode e deve, também, ser consumido, junto com o recheio.

O Bucho recheado — a palavra bucho designa o estômago de forma geral — é um prato comum nas Beiras, em território continental, e cada um tem a sua personalidade e o seu tempero, uns são designados de Maranhos outros Brulhões, outros apenas Morcelas de arroz.

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Agradecimento especial à Sra. Virgínia Sousa, pela ilustração de todo o processo de confecção deste prato típico.

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