Encontrámos romãzeiras no Estreito da Calheta, como documentado pelas imagens, provando a viabilidade do seu cultivo na nossa Ilha, como potencial de diversificação da fruticultura local. No concelho da Calheta, demos conta da existência da seguinte utilização medicinal: infusão com água a ferver com a casca de romã seca, que depois de fria se bochecha ao longo do dia, para tratar de aftas na boca.
A romã (Punica granatum) é originária do sul da Ásia e difundida pelos povos fenícios nos países mediterrânicos. O seu cultivo conhece-se desde a antiguidade, sendo uma das fruteiras bíblicas tal como a vinha ou o olival. É um arbusto que pode atingir mais de 7 metros de altura em condições naturais, mas em condições de cultivo atinge cerca de 5 metros. Em Portugal, a cultura da romãzeira está concentrada na região do Algarve.
Fonte de fibra e de vitaminas e minerais, como os carotenos, vitamina C, potássio ou ferro, é um fruto rico em compostos fenólicos como as antocianinas (delfinidina, cianidina e pelargonidina), quercetina, ácidos fenólicos, taninos e outras substâncias com propriedades antioxidantes. Aponta-se que o potencial antioxidante é quase três vezes superior ao do chá verde. Tem-se destacado a sua ação antimicrobiana, benefícios na função cardíaca e ação anti tumoral (inibirá o crescimento de células cancerígenas e aumenta a apoptose no cancro da mama, próstata e colon).
Local de recolha: Estreito da Calheta, Ilha da Madeira