De uma espécie específica de cactos, localizámos plantas de Pitaia rosa de polpa vermelha (variedade Hylocereus polyrhizus) no Estreito da Calheta, como documentado pelas imagens, prova da viabilidade do seu cultivo na Madeira, como potencial de diversificação da fruticultura local.
Esta fruta, em alguns lugares, é também conhecida como fruta do dragão por o seu aspecto externo fazer lembrar as escamas de um dragão. Há ainda variedades em que o interior da pitaia é amarela ou branca. É uma planta nativa da América Central. O sabor é suave e comparado a uma mistura de kiwi e melão.
Ao nível nutricional, trata-se de uma fruta de baixo valor calórico (estima-se que seja de cerca de 50 calorias por cada 100g), fonte rica em vitamina C, A e E, em minerais como o cálcio, ferro e zinco, antioxidantes, fibras alimentares e ómegas 3 e 6. Refere-se ainda a possibilidade de utilização da farinha da casca e do seu pigmento pelas indústrias alimentar e cosmética.
É referido que a pitaia pode ser cultivada até aos 700 metros de altitude, preferencialmente em zonas em que a média das temperaturas se situa entre os 18 e os 26°C. É, pois, uma fruta de climas tropicais e subtropicais, de fácil manejo, que necessita de pouca água para a sua sobrevivência.
Local de recolha: Estreito da Calheta, Ilha da Madeira