A lúcuma é um fruto andino de sabor doce e textura seca, conhecido como “fruta de ouro” e valorizado elos seus nutrientes, especialmente betacaroteno, fibras, potássio e vitaminas antioxidantes. O exemplar na freguesia dos Prazeres, como documentado pelas imagens, prova da viabilidade do seu cultivo na Madeira, como potencial de diversificação.
A lúcuma é nativa dos vales andinos do Peru, também encontrada no Equador e no Chile. Era considerada sagrada por povos pré-colombianos e aparece em cerâmicas e registos arqueológicos muito antigos, especialmente na cultura Mochica.
A árvore da lúcuma pertence à família Sapotaceae. É perene, de tronco reto, podendo atingir até 15 metros de altura. Possui copa densa e folhas grandes, elípticas e de textura coriácea. As flores são pequenas, amarelas ou esverdeadas, e o fruto leva cerca de nove meses para amadurecer. O nome científico da espécie é Pouteria lucuma.
O fruto apresenta um formato oblongo, com casca verde brilhante quando imaturo, tornando‑se parda ao amadurecer. A polpa é amarela a alaranjada, seca e densa, com duas a cinco sementes grandes e escuras. Em variedades cultivadas, pode atingir cerca de 15 cm e pesar até 200 g.
A polpa da lúcuma é famosa por sua textura seca e farinácea, muitas vezes comparada à gema de ovo cozida. O sabor é muito doce, lembrando caramelo, batata‑doce ou doce de leite, o que a torna popular em sobremesas, gelados e como adoçante natural em pó.
A lúcuma é considerada um superalimento devido ao seu perfil nutricional. Entre os principais componentes está o betacaroteno (precursor da vitamina A), importante para a visão e imunidade; as fibras solúveis e insolúveis, que auxiliam a digestão e ajudam no controle glicémico; o potássio, que contribui para a regulação da pressão arterial e saúde cardiovascular; a vitamina B3 (niacina), que atua no metabolismo energético e no controle do colesterol; vitamina C, embora presente em menor quantidade, é importante para a imunidade e síntese de colágeno; antioxidantes (carotenoides, polifenóis, vitamina E), que ajudam a combater radicais livres e a reduzir inflamações. Além disso, possui baixo índice glicémico, sendo adequada para pessoas que precisam de controlar o açúcar no sangue.