Árvore no XVII Seminário Regional Eco-Escolas da RAM

Num enfoque mais poético do que técnico, embora alguns aspectos da fisiologia e biologia da árvore sejam abordados, como a fotossíntese ou a circulação da seiva, Nélio Sousa deu algumas pistas sobre a apresentação Da natureza da Árvore, no XVII Seminário Regional Eco-Escolas da Região Autónoma da Madeira, que teve lugar nos dias 8 e 9 de novembro, na Escola Básica e Secundária Padre Manuel Álvares, no concelho da Ribeira Brava. Uma introdução para aqueles que desejam ver comunicada tal apresentação, na sua sala de aula ou na sua escola.

Começou por traçar o principal objetivo d'A natureza da Árvore, que é contribuir para a tomada de consciência de dois pontos: importância da árvore como base da vida no planeta e a (re)ligação do ser humano com a natureza ser uma das primeiras condições para o seu bem-estar e felicidade.

Entre outros objetivos, contam-se: compreender como se organiza a árvore e por que razão é a base do vivo e da civilização; conhecer a árvore como modelo para a organização do pensamento e do saber, e como metáfora do cosmos, do ser humano, da comunidade, da vida, entre outros; identificar os aspetos em que o ser humano e a árvore, ser vegetal, se aproximam e se distanciam, sendo ambos dois modos da mesma matéria viva; despertar a consciência da Unidade de todas as coisas: somos apenas um sistema de Vida, uma mente, um coração, um mundo.

A apresentação inicia-se no espaço sideral, que é, precisamente, para dar o contexto da Vida e do Todo e assumirmos a nossa vulnerabilidade. A Terra, o único corpo celeste onde temos a certeza de que há vida, seja na forma de seres inanimados como as árvores ou animados como os seres humanos, é uma partícula frágil no oceano cósmico.

Após uma cronologia do surgimento do Universo, Via Láctea, Terra, Árvores/Florestas e hominídeos, referiu-se que as civilizações assentaram em bases vegetais e naturais até ao século 19. A árvore, que é marcada pelo seu gigantismo e monumentalidade, porque se eleva acima das outras plantas, condiciona a vida na Terra, é a base do vivo. E perante o problema climático atual as árvores prometem tornar-se mais importantes do que nunca, no contributo para a biodiversidade (plantas, animais, fungos), regulação da temperatura e captura do dióxido de carbono. Plantar árvores é, como alguém disse, esperança em ação.

Houve ainda tempo para mostrar um diagrama de Charles Darwin, que recorreu à metáfora da árvore para a organização das espécies, num jogo de bifurcações e ramificações, bem como para mostrar o exemplo de uma pintura em que a árvore ganha estatuto de tema principal e representação autónoma, no século 19, no Ocidente.

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Agradecimentos: Secretaria Regional de Agricultura, Pescas e Ambiente, em particular o Projeto Eco-Escolas da Divisão de Educação e Cidadania Ambiental (Direção Regional do Ambiente e Mar) na pessoa da Sra. Chefe de Divisão Dra. Sofia Silva, a Secretaria Regional de Educação, a Escola Básica e Secundária da Calheta e a Associação Abelhinha, que tem preocupações quanto à preservação do património genético vegetal, árvores de fruto e outras.

Árvore na Escola dos Louros

A convite da Escola Básica com PE e Creche dos Louros fizemos a apresentação sobre a Árvore a duas turmas do oitavo ano. O momento que proporciona uma maior participação da plateia é aquele em que se procura identificar os aspetos em que o ser humano e a árvore, ser vegetal, se aproximam e se distanciam, sendo ambos dois modos da mesma matéria viva. Não é por acaso que as relações de semelhança geram identificação e fomentam um poderoso processo de simbolização.

A meta essencial é a tomada de consciência sobre a importância da árvore como base da vida no planeta e de a (re)ligação do ser humano com a natureza ser uma das primeiras condições para o seu bem-estar e felicidade. Na verdade, é mais do que isto. É também (ou, quem sabe, principalmente) o despertar a consciência da Unidade. Unidade de todas as coisas. Ao vermos a Terra na imensidão do espaço sideral percebemos, além da fragilidade e do milagre da vida, que somos apenas um sistema de Vida, uma mente, um coração, um mundo. De acordo com o que conhecemos do universo, é só neste planeta que há vida, nomeadamente os seres vegetais — sendo as árvores os mais imponentes — e os seres humanos. Dois modos da mesma matéria viva, sublinhe-se.

Nos diapositivos finais, as árvores da Laurissilva presentes no espaço da Escola dos Louros: o Barbusano (Apollonias barbujana) e o Loureiro (Laurus novocanariensis). A presença do Til (Ocotea foetens) fez-se através de imagens do centro da cidade do Funchal. Quanto ao Vinhático (Persea indica) foi invocado por uma fotografia de um tronco recolhido pelo botanista Padre Manuel de Nóbrega, um documento geológico dos glaciares do Quaternário, e que faz parte do espólio do Herbário Comunitário dos Prazeres Padre Manuel de Nóbrega.

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Agradecimentos: Escola dos Louros (em especial a professora Andreia Gordo e as docentes do Projeto Eco-Escolas, que fizeram as imagens das árvores da Laurissilva e de outras árvores endémicas no espaço da escola, como o mocano) e o Projeto Eco-Escolas da Divisão de Educação e Cidadania Ambiental (Direção Regional do Ambiente e Ação Climática - Secretaria Regional de Agricultura e Ambiente).

"Da natureza da Árvore", uma apresentação para o público escolar

Árvore e ser humano são dois modos da mesma matéria viva. O que os aproxima e diferencia? Como se organiza a árvore? Por que razão é a base do vivo e da civilização?

Explana-se a relevância da árvore, em vários campos, desde que ela existe na Terra até ao momento presente, na grave emergência que se vive em termos climáticos — e de sustentabilidade da vida humana no planeta.

É uma abordagem de um ângulo civilizacional, existencial e de sensibilidade, que visa a tomada de consciência sobre a árvore e suscitar a conexão com ela — e o amor por ela.

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Público-alvo: a partir do 3.º Ano do 1.º Ciclo do Ensino Básico até ao público adulto

Tempo de apresentação: cerca de 1h15m

Agendamento de apresentações: neliosousa@edu.madeira.gov.pt

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Agradecimentos: Projeto Eco-Escolas da Divisão de Educação e Cidadania Ambiental (Direção Regional do Ambiente e Ação Climática - Secretaria Regional de Agricultura e Ambiente) e Associação Abelhinha

Da natureza da Árvore na EBS Calheta e EB1/PE do Estreito da Calheta

No Dia Mundial da Árvore e Dia Internacional das Florestas fomos à Escola Básica e Secundária / PE da Calheta dar a conhecer a espantosa racionalidade da árvore e a sua importância como base do vivo a estudantes do sétimo e nono anos. Na véspera, estivemos com os estudantes de quarto ano da Escola EB1/PE do Estreito da Calheta.

A apresentação teve por base um powerpoint com imagens, sobretudo de árvores e com destaque para o Til, um acompanhamento visual para os conteúdos, à medida que vão sendo explanados. A árvore como modelo para a organização do pensamento e do saber, como metáfora do cosmos, metáfora do ser humano, metáfora da comunidade, metáfora da vida, entre outros aspetos. Como se organiza a árvore? Por que razão é a base do vivo e da civilização? A apresentação inicia-se no Espaço Sideral, para dar o contexto da Terra e da Vida nela, incluindo as árvores.

Num dos diapositivos finais, três árvores da Laurissilva presentes no espaço ou junto ao recinto da Escola Básica e Secundária / PE da Calheta — o Til (Ocotea foetens), o Barbusano (Apollonias barbujana) e o Loureiro (Laurus novocanariensis) — e no caso do recinto da Escola EB1/PE do Estreito da Calheta, imagens de Tis e de um loureiro. A presença do Vinhático (Persea indica) foi invocado por uma imagem de um tronco recolhido pelo botanista Padre Manuel de Nóbrega, um documento geológico dos glaciares do Quaternário, e que faz parte do espólio do Herbário Comunitário dos Prazeres Padre Manuel de Nóbrega.

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Agradecimentos: Escola Básica e Secundária / PE da Calheta, em particular a professora Andrea Nóbrega e o Projeto Eco-Escolas (Divisão de Educação e Cidadania Ambiental: Direção Regional do Ambiente e Ação Climática - Secretaria Regional de Agricultura e Ambiente), e a Escola EB1/PE do Estreito da Calheta, em especial a professora Maria João e o professor diretor Ricardo Padrão.

Recolha de espécies regionais com colaboração da comunidade educativa

Ficha para recolha de espécies regionais de árvores de frutos, macieiras, pereiros e outras que estudantes dos 3.º e 4.º anos do 1.º CEB levaram aos seus encarregados de educação.

Um estímulo à capacidade de identificar elementos naturais do meio envolvente, que faz parte dos objetivos do Estudo do Meio, nomeadamente a caracterização das plantas nos seus elementos constituintes e a identificação de plantas em vias de extinção ou mesmo extintas, uma forma ainda de valorizar a identidade e raízes da criança e do jovem.

Estímulo para uma consciência do valor alimentar, económico e medicinal de árvores de fruto de variedades endógenas regionais e outras plantas endémicas da nossa ilha, bem como um contributo para a cidadania e desenvolvimento integral das crianças e jovens, através do reconhecimento do valor da natureza e do equilíbrio do ecossistema, de que fazem parte as plantas, os animais e o ser humano, a relação com esse mundo natural e o conhecimento sobre as plantas e os animais.

Animação de frutos na Escola do Estreito da Calheta

No dia 5 de Maio de 2023, Hugo Olim realizou, através da Abelhinha, uma actividade de animação fotograma a fotograma na Escola EB1/PE do Estreito da Calheta, com estudantes do segundo ano. Conhecida como stop motion trata-se de uma técnica de animação que, através de uma sequência de fotografias, imagem a imagem, podemos dar vida e a ideia de movimento a diferentes objectos inanimados, podendo também utilizar-se esta técnica com pessoas. Neste caso, utilizaram-se frutos recolhidos nas imediações da escola, como o fruto delicioso, a naranjilla, a pitanga e a pêra abacate.

As fotografias foram disparadas por um grupo de alunos, enquanto o outro grupo movimentava os frutos no cenário. Calcula-se que são necessárias aproximadamente 24 fotografias para criar um segundo de animação. São imagens estáticas, nas quais os objetos se movem ou trocam de posição ligeiramente, em relação à fotografia anterior, construindo uma continuidade. As imagens feitas pelos alunos foram posteriormente montadas numa sequência e reproduzidas em dada velocidade, criando a impressão de movimento, isto é, de um filme animado. Aliás, a sessão começara com a visualização de uma animação com frutos e outra com alimentos. Esta técnica do stop motion é considerada a animação em estado puro. Podem ainda ser acrescentados efeitos sonoros, como discurso ou sons.

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