Identificámos uma Luffa (Luffa cylindrica), trepadeira nativa do sul e sudeste asiático, cujo fruto seco dá lugar à denominada esponga vegetal, no Estreito da Calheta, como documentado pelas imagens, prova da viabilidade do seu cultivo na Madeira. O caule é ascendente, esverdeado e tenro, com folhas grandes. As flores da luffa são unissexuais e, geralmente, de cor amarela intensa. A abertura das flores ocorre durante o dia, atraindo as abelhas para a polinização. É uma planta da mesma família do pepino, da abóbora ou da melancia. Desenvolve-se no período mais quente do ano. O fruto com 2,5 a 5cm de diâmetro é de cor verde-escuro antes de maduro e seco. Se for colhido muito cedo, pode ser consumido como abóbora tenra ou courgette.
A esponja vegetal tem uma estrutura rígida e fibrosa quando seca. São fibras muito fortes compostas de celulose, hemicelulose e lignina. É muito usada como esponja para banho e para lavar a louça, com a vantagem de ser biodegradável, compostável e durar mais tempo do que as versões sintéticas, devendo ser cuidada e seca entre as utilizações. É utilizada também como material de isolamento acústico e térmico. Há quem utilize ainda a luffa na jardinagem, no artesanato e como mecanismo de filtragem.
Local de recolha: Estreito da Calheta, Ilha da Madeira