Deparámo-nos com um conjunto de diospireiros (espécie Dyospiros kaki da família das Ebenaceae) no Estreito da Calheta, como documentado pelas imagens, prova da viabilidade do seu cultivo na Madeira, como potencial de diversificação da fruticultura local.

Com origem na Ásia, este fruto matura no outono, entre os meses de outubro e dezembro. Esta árvore exótica adapta-se muito bem ao nosso país, atingindo normalmente cinco metros de altura.

Existem dois tipos deste dióspiro, um mole, o mais comum no nosso país, que tem casca de cor laranja quase avermelhada quando está maduro (deve ser consumido bem maduro e pode ser comido à colher), e um rijo, popularmente denominado dióspiro de roer, que tem uma casca mais clara quando o fruto está maduro (pode ser consumido como se tratasse de uma maçã).

Extremamente nutritivo e excelente fonte de antioxidantes, o dióspiro traz benefícios para a saúde do coração e para a redução de inflamações. Mas, como o dióspiro contém muitos hidratos de carbono, sobretudo de absorção rápida, provoca uma rápida subida de açúcar no sangue em relação a outras frutas.

Local de recolha: Estreito da Calheta, Ilha da Madeira

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